4 de novembro de 2010

Declaração do DCE da Unesp – Fatec sobre o “rodeio das gordas” no InterUnesp


É com profunda indignação que nós do Diretório Central dos Estudantes manifestamos nosso repúdio aos estudantes idealizadores e executores da violência contras as mulheres intitulada "rodeio das gordas".

O feito animalesco destes execráveis estudantes expressa dentro da Universidade os valores mais conservadores da sociedade: o racismo, a opressão às mulheres, a homofobia etc. A estigmatização do corpo das mulheres por um padrão de beleza é uma das facetas mais nefastas desta sociedade. A naturalização - por parte da sociedade, através da mídia, de seus intelectuais e das próprias instituições que dissimulam a violência e opressão, - de um padrão estético e de uma imagem abusiva e de consumo das mulheres enquanto objetos de desfrute dos homens criam uma criminosa legitimidade para barbaridades como esta ou como a agressão a um casal de homossexuais numa festa organizada pela Atlética (mais uma vez as Atléticas!) da ECA-USP (realizada no último dia 23 de outubro). Elemento fundamental, ignorado, desse padrão estético é a perpetuação quase inconsciente do racismo já que a medida da beleza, do correto, da normalidade é a pele branca, os cabelos lisos e o corpo esbelto e jovem.

O meio universitário deveria irradiar os valores mais avançados da sociedade. Isso se fez real em vários momentos históricos, com as/os estudantes cumprindo um papel questionador e transformador, se lançando contra arcaicos preconceitos como fez a juventude nos anos 60. Este legado é o que deveria seguir primando, pois sem ele a universidade perde grande parte de seu sentido: a de pensar criticamente, buscando as potencialidades ainda não realizadas de si mesma, e da sociedade de conjunto. Mas não o faz. Casos como este mostram que por trás do discurso da “excelência” das universidades estaduais paulistas, está não somente um projeto excludente com o filtro do vestibular, mas essencialmente conservador em seu conteúdo ideológico, como podemos ver na ausência da discussão sobre racismo, machismo e homofobia nos currículos e a falta de incentivo às pesquisas e extensão que trabalham com esses temas.

O Interunesp foi criado pela reitoria com o nome "Jogos Unesp", em meados dos anos 70, em meio à ditadura militar, quando as/os estudantes cumpriam importante papel se organizando para combatê-la. Atualmente, este evento é organizado por “estudantes” associados nas Atléticas, recebe patrocínio de empresas como a Skol, Freegels e a Kraft Foods, movimenta milhões de reais e é o meio pelo qual alguns “estudantes” enriquecem fazendo carreira como promotores de eventos, além de desfrutar do respaldo da reitoria que, por exemplo, até no calendário oficial da UNESP, prevê e divulga anualmente o InterUnesp. Também é importante destacar que esta burocracia acadêmica, que sempre nega qualquer auxílio de transporte para as atividades do movimento estudantil, financiou com a maior tranqüilidade vários ônibus para o Interunesp neste ano, mesmo tendo conhecimento que este espaço legitima a opressão.

Um pouco de experiência com as diretorias e reitoria da UNESP ajuda a perceber o distanciamento entre seus propósitos e os interesses da humanidade. Os casos de violência contra a mulher são abafados pela reitoria e direções locais em cada oportunidade que assim conseguem fazer. São vários os casos de assédios, e até de estupro, dentro dos campi, que os administradores da Universidade omitem da própria comunidade acadêmica (funcionários, estudantes e professores). Além disso, a saída que apontam as “comissões de investigação” da burocracia acadêmica, escolhidas a dedo por diretores e reitoria, já chegaram ao ponto de punir as vítimas e deixar livre o agressor - como foi o caso ocorrido na UNESP de Rio Claro, em 2008, quando uma comissão criada pela diretoria do campus não puniu um aluno estuprador, mas sim sua vítima acusando-a de ter incentivado à ação. A postura que tomam estes administradores não pode ser compreendida sem destacarmos o poder que concentram a partir de uma arcaica e antidemocrática estrutura de poder onde são eleitos por uma pequena casta de professores (além dos reitores, que são escolhidos diretamente pelo governo do estado, como foi o caso de João Grandino Rodas, USP), ficando praticamente ausente a opinião de funcionários e estudantes.

Em declaração pública sobre o caso, no site da Unesp, a reitoria deixa um posicionamento vago quanto à punição aos estudantes que cometeram a violência, tentando se isentar em base nos procedimentos burocráticos aos quais o caso deve ser submetido. O que não vem a público é que a punição aos movimentos em defesa da universidade pública e democrática é imediata e voraz. Por exemplo, neste momento 14 estudantes da moradia da USP estão ameaçados de expulsão, sindicalistas do SINTUSP são demitidos e processados e estudantes da UNESP de Bauru também estão sendo perseguidos. Ou seja, dois pesos, duas medidas. De um lado a conivência e do outro a repressão aberta contra aqueles que resistem aos ataques à universidade pública e contra as políticas de maior elitização.

Também não faltam medidas para tentar impedir a realização de verdadeiras festas dos estudantes isentas das brutalidades que aconteceram no Interunesp, como se expressa atualmente na ofensiva contra o "IFCHSTOCK", na Unicamp, com ações judiciais, sindicâncias e invasão da PM no campus para apreender toda a infra-estrutura da festa. É importante ressaltar que o "IFCHSTOCK" ocorre há anos naquela Universidade, sendo um importante espaço de manifestação cultural e apropriação do espaço público para fins públicos. Diante disso, as/os estudantes do Instituto de Economia da UNICAMP, onde está ocorrendo a repressão, decidiram fazer uma heróica greve, que se enfrenta com esse cerceamento das liberdades estudantis sobre a universidade e também contra a repressão que a reitoria quer impor aos estudantes.

O que entrelaça esta fina rede de interesses é o projeto de privatização para a educação, baseado na exclusão da maior parcela da juventude, principalmente da juventude trabalhadora e pobre, mas também na aplicação de um ensino restritivo, meramente voltado à qualificação de mão-de-obra, em detrimento do caráter reflexivo do conhecimento que se espera dessas instituições e que é materializado por esses mesmos senhores que não punem atrocidades como esta, pois são coniventes com a visão de mundo e projeto de sociedade ali representados.

A reflexão sobre este caso específico, ou seja, sobre a opressão e violência às mulheres nas universidades deve se dar à luz do contexto das eleições nacionais, onde vimos os candidatos a presidência desse país disputarem o posto de quem é o maior inimigo dos direitos democráticos das mulheres e dos homossexuais, numa enorme campanha contra o direito ao aborto e ao casamento igualitário, contribuindo para uma cultura e ambiente hostis aos direitos democráticos das mulheres, dos negros e homossexuais, enfraquecendo os que lutam por eles e fortalecendo os que reproduzem essa moral opressora, favorecendo práticas como o “rodeio de gordas”.

Defendemos uma sociedade livre, onde as pessoas possam ser gordas ou magras, hetero ou homossexuais etc., sem serem punidas, agredidas e humilhadas por isso. Defendemos o fim de toda e qualquer forma de opressão às mulheres e também uma universidade realmente pública, que seja um centro difusor de conhecimento e uma ideologia não opressora, e que toda a população tenha acesso. Não somente condenamos, mas combatemos práticas como o "rodeio de gordas", que na verdade estão presentes nas universidades desde os trotes aplicados por veteranos contra ingressantes, quando também não são poucos os casos de agressão, humilhação, assédio, machismo etc. Louvamos a iniciativa das estudantes de Assis que denunciaram o caso e que impulsionaram o primeiro ato em resposta a essa atrocidade, realizado semana passada, no campus de Assis e nos somamos aos gritos dessas/es colegas, assim como de todas/os em geral que estão indignados com esse fato, de “Abaixo a ditadura da beleza!”

Como resposta a essas agressões e perseguições não podemos ter nenhum sopro de confiança nas diretorias e reitoria. Para a superação definitiva dessas práticas e a punição aos agressores, é necessária uma ampla campanha, com todos os instrumentos de divulgação, como cartazes, notas públicas, vídeos, manifestação de intelectuais, abaixo-assinados, atos, debates, que desde já nós do DCE nos propomos a organizar, impulsionando uma ampla campanha, além da criação de uma comissão de investigação que seja independente da reitoria e direções locais e que se enfrente diretamente com as intenções apaziguadoras dos administradores e, quem os escolheu, o governo do estado. Colocamos-nos a construí-la efetivamente, somando forças com todos os setores progressivos da sociedade.
É nesse sentido que chamamos todas/os as/os estudantes, funcionários, professores, bem como todas as organizações políticas, grupos feministas, de direitos humanos, sindicatos e movimentos sociais em geral, para que juntos possamos construir um amplo ato no próximo dia 17, em frente a reitoria da UNESP no Anhangabaú em São Paulo , declaradamente contra a opressão e a violência às mulheres, mas também em defesa da permanência estudantil em nossas faculdades que já vem sendo motivo de mobilização e que levou a realização de um importante ato no último dia 15 de outubro com mais de 100 estudantes. Também queremos levantar a demanda de expansão de vagas com verbas para que seja com qualidade, assim como nos manifestarmos contra a reforma universitária tucana que vem sendo implementada nas estaduais paulistas, com João Grandino Rodas assumindo a dianteira destes ataques. Apoiamos e nos somamos a todas as iniciativas e atos locais organizados em repúdio a essa violência como o ato que ocorrerá amanhã (04/11) no campus da UNESP de ASSIS.

Também vamos organizar um grande Festival INTERUNESP Contra a Opressão nos dias 26 e 27 de novembro que possa ser um espaço de confraternização em contraponto às festas que legitimam as opressões. Chamamos a todos as/os estudantes a se integrar de todas essas ações contra a opressão a começar realizando assembléias de base até o dia 11/10 para organizar atos, atividades e debates locais e a participação nestas atividades gerais.


Para darmos um basta à opressão e violência às mulheres, todos ao ato na reitoria da UNESP no próximo dia 17!

Organizar um grande Festival INTERUNESP contra as opressões!

Pela punição aos agressores que praticaram o “rodeio de gordas” no INTERUNESP!

Nenhuma confiança nas diretorias e reitoria que abafam os casos de violência às mulheres e não punem os agressores, Comissão Independente de Investigação para apurar o caso!

Por uma ampla campanha em todas as Universidades contra o machismo e a opressão!

Diretório Central dos Estudantes da UNESP/Fatec – Helenira Rezende
dceunespfatec.blogspot.com
Entre em contato com o DCE para organizarmos juntas/os essa luta: dceunespfatec@gmail.com

Declaração do DCE à imprensa: É preciso que os estudantes combatam o machismo e a discriminação às mulheres

A seguir encontra-se uma nota escrita pelo Diretório Central dos Estudantes da Unesp e da Fatec para publicação em mídia jornalística, como resposta ao caso de violência que se expressou no Interunesp 2010, ocorrido em Araraquara (SP).

É preciso que os estudantes combatam o machismo e a discriminação às mulheres

O meio universitário deveria irradiar os valores mais avançados da sociedade. Isso se fez real em vários momentos históricos, com os estudantes cumprindo um papel questionador e transformador, se lançando contra arcaicos preconceitos. Foi assim na Europa durante os anos 60 do século passado. Foi assim no Brasil durante o mesmo período. Este legado é o que deveria seguir primando, pois sem ele a universidade perde grande parte de seu sentido: a de pensar criticamente, buscando as potencialidades ainda não realizadas de si mesma, e da sociedade de conjunto.

Isso torna ainda mais chocante e inadmissível a demonstração de machismo e desrespeito total demonstrada por uma minoria dos estudantes da UNESP, uma das mais importantes universidades do país, durante a ação que tomou as páginas dos jornais e escandalizou o país tornando-se conhecida como “rodeio das gordas”. É realmente difícil acreditar que em pleno século XXI, e no interior da universidade pública, existam setores que propaguem tão abertamente os mais opressores preconceitos, rebaixando as mulheres a meros objetos – neste caso de zombaria – para seu deleite. Casos como este mostram que por trás do discurso da “excelência” das universidades estaduais paulistas, está não somente um projeto excludente com o filtro do vestibular, mas extremamente conservador nos valores.

O Interunesp é o torneio organizado por estudantes associados nas Atléticas. Tem o patrocínio de empresas como a Skol, Freegels e a Kraft Foods. Movimenta milhões de reais e é meio de sobrevivência de uma série de “estudantes” que fazem carreira como promotores. Desfruta do respaldo da reitoria que divulga o evento anualmente no calendário oficial das atividades acadêmicas. A reitoria não pode, portanto, simplesmente lavar as mãos pelo que lá acontece. Em nota pública de 28/10, a reitoria da Unesp mostra que sua preocupação se baliza em manter a imagem da universidade, e anuncia como única providência a abertura de um processo disciplinar e a formação de uma comissão para tal.

Porém, o problema demonstra ser mais sério. São vários os casos de assédios, e até de estupro, dentro dos campi, que os administradores da universidade omitem ou formam comissões de investigação que tem seus membros escolhidos a dedo pelos diretores e reitoria, isolando a comunidade universitária, e que não funcionam, deixando impune o agressor – como ocorreu em um caso de assédio na Unesp de Rio Claro, em 2008.

Por outro lado, a punição dos que se manifestam em defesa da universidade pública é imediata, com sindicâncias e até demissões de dirigentes sindicais. Enquanto são coniventes com festas e ações como essa, querem proibir o "Ifchstock", um importante espaço de manifestação cultural da Unicamp em que não ocorrem essas barbaridades, tendo utilizado a força da Polícia Militar e processos judiciais para coibir este evento. Por isso, estudantes da economia e ciências humanas da Unicamp estão em greve.

Para a superação definitiva dessas práticas e a punição aos agressores, é necessário a organização de uma ampla campanha, que envolva uma comissão de mulheres independente da reitoria e direções locais, que investigue e puna os agressores. Esta comissão de mulheres tem todo apoio do Diretório Central dos Estudantes que se compromete e convoca todos os setores progressivos da sociedade a construírem um amplo ato no dia 17 de outubro, em frente a reitoria da Unesp, no qual mais vozes se somem ao clamor dos estudantes que se manifestaram contra a ditadura da beleza, criando um ambiente em que machismo e preconceito de nenhum tipo possam existir.

Declaração do Diretório Central dos Estudantes da Unesp/Fatec

Edital 1/10 – Eleições para o Diretório Central de Estudantes da UNESP e da FATEC

Edital 1/10 – Eleições para o Diretório Central de Estudantes da UNESP e da FATEC

A partir de deliberação de dois terços de estudantes delegadas e delegados pela base no XIX Congresso de Estudantes da UNESP e da FATEC, a comissão eleitoral convoca as chapas interessadas em compor o DCE – HR da UNESP e da FATEC a se inscreverem para o processo eleitoral, seguindo as regras abaixo estipuladas:

Art. 1o.: Sobre as inscrições:
As chapas devem se inscrever entre o período de 28 de outubro de 2010 a 25 de março de 2011;
O ato da inscrição deverá ser feito via web, pelo endereço eletrônico eleicoesdce2011@yahoo.com.br, com acesso permitido apenas pelos membros da comissão eleitoral abaixo listada, para posteriormente serem disponibilizados, após aceitas, ao conjuto de estudantes por todos os meios a nosso alcance;
Para inscrever-se, a chapa deve estabelecer um nome e um programa que determine suas posições políticas.

Art.2o.: Sobre os membros:
Serão aceitas e aceitos membros que comprovem estar regularmente matriculadas/os em cursos de graduação e/ou pós-graduação em qualquer Faculdade de toda a UNESP ou qualquer campi da FATEC, devendo enviar ao endereço de recebimento de inscrição esses comprovantes junto ao programa.
A chapa deve conter, no mínimo, 15 componentes, para garantir que tenha capacidade de compor todas as cadeiras no caso de chapa única, sendo que não existe um número máximo para composição de chapa.

Art. 3o.: Sobre as eleições:
As eleições serão realizadas no próximo Congresso de Estudantes da UNESP e da FATEC, com data definida para os dias 21 a 24 de abril do próximo ano, com local a ser definido entre Bauru, Botucatu ou Rio Claro, conforme deliberação do XIX CEUF e encaminhamentos do DCE Provisório.

Tem direito a voto para eleger o DCE apenas estudantes delegadas/os pela base, a ser estabelecido no próximo Conselho de Entidades da UNESP.
As eleições são proporcionais, ou seja, cada chapa passa a ocupar em cadeiras a proporção equivalente aos votos recebidos, sendo que, arredonda-se a fração abaixo de 0,5 para baixo e acima de 0,5, para cima.

Art. 4o.: Sobre os debates:

Entre as datas de prazo para inscrições e as datas do XX CEUF, serão realizados 3 debates entre as chapas, com datas a serem definidas conjuntamente com as chapas inscritas, respeitando suas possibilidades de comparecimento a cada encontro.
Assim sendo, considera-se aberto o processo eleitoral para o Diretório Central de Estudantes da UNESP e da FATEC.

Assinam esse Edital os seguintes membros da Comissão Eleitoral:

Cainã – UNESP/Bauru
Juliana – UNESP/Rio Claro
Cabron – UNESP/Rio Claro
Letícia – UNESP/Marília
Allan – UNESP/Marília
Mara – UNESP/Rosana

28 de outubro de 2010
Comissão eleitoral para as eleições de 2011

1 de novembro de 2010

Pelo direito de decidir! A Unesp incorporou-se ao ato Latino Americano e Caribenho pela Descriminalização do Aborto

O movimento estudantil da Unesp vem avançando em pensar as contradições da sociedade capitalista e a opressão às mulheres. Exemplo disto foi a realização, no Congresso dos Estudantes da Unesp e da Fatec (CEUF) , ocorrido no campus de Marília entre os dias 17 e 19 de setembro de 2010, de grupos de discussão sobre opressão em horários distintos dos demais temas, possibilitando que todas e todos estudantes pudessem participar das discussões a respeito da opressão, não ficando este tema secundarizado ou concorrendo com os demais. Isto resultou num importante avanço no programa do movimento estudantil pela luta dos direitos democráticos das mulheres, fato traduzido em várias campanhas aprovadas na plenária final do CEUF.

Uma destas campanhas foi a construção, pelos estudantes da Unesp e da Fatec, do Ato Latino Americano e Caribenho pela Descriminalização do Aborto, no dia 28 de setembro. A criminalização do aborto é um ataque direto a um direito democrático básico das mulheres, que é o de decidir pelo próprio corpo. No Brasil, a cada duas horas uma mulher é assassinada e mais de um milhão de mulheres praticam aborto clandestinamente por ano, sendo que mais da metade destes abortos são praticados em condições de risco à vida da mulher. Salienta-se que não bastasse este prática ser desprovida de segurança, a mulher é reprimida brutalmente e condenada pela sociedade por exercer este direito democrático. Entretanto, sabe-se que as mortes em decorrência do aborto têm cor e classe: são as mulheres trabalhadoras, e na sua maioria mulheres negras, as que mais sofrem pelo aborto clandestino, por não terem condições financeiras de arcar com um procedimento cirúrgico de segurança, como o fazem as mulheres ricas. De fato a violência contra a mulher não se manifesta de igual maneiras e potencialidade nas classes.

O movimento estudantil da Unesp e da Fatec grita com todas as forças PELA LEGALIZAÇÃO DO ABORTO!


CHEGA DE MORTES EM DECORRÊNCIA DO ABORTO CLANDESTINO, PELO DIREITO DE DECIDIR PELO CORPO!


POR ABORTO LIVRE, SEGURO E GRATUITO À TODAS AS MULHERES!


E a construção do ato do dia 28 se deu com exposições artísticas, de cartazes e mesas envolvendo este tema. Em Rio Claro houve uma exposição de cartazes e fotos na biblioteca do campus e a realização de uma fala expondo a campanha na Semana de Estudos da Geografia. Houveram exposições também no campus de Marília, São Vicente, Franca e Rio Preto.
No campus de Marília as/os estudantes organizaram uma exposição simulando um aborto clandestino. Abaixo encontram-se algumas fotos desta exposição.