3 de setembro de 2011
DIAS 23, 24 e 25 de SETEMBRO NO CAMPUS DA UNESP DE PRESIDENTE PRUDENTE
ELEIÇÕES DA NOVA GESTÃO DO DCE:
O período de inscrições de chapas e envio de propostas para a atuação do DCE-HR foi prorrogado para até 16/09/2011. Caso queira inscrever sua chapa, envie os dados (Dados dos integrantes da chapa, carta proposta, nome da chapa) para eleitoralceuf@gmail.com.
-REUNIÕES DE ORGANIZAÇÃO AOS SÁBADOS AS 14H (via skype)
ACOMPANHE A LISTA:
me_unesp_fatec@yahoogrupos.com.br
ABRAÇOS DE LUTA!
11 de agosto de 2011
XX Congresso dos Estudantes da UNESP e FATEC
Abraços de luta!
REGIMENTO do XX CONGRESSO DE ESTUDANTES DA UNESP-FATEC
Capítulo I. DO CONGRESSO E SEUS OBJETIVOS
Artigo 1º - O Congresso de Estudantes da UNESP e FATEC (CEUF) é o fórum máximo de decisão e debate das/os estudantes da UNESP e FATEC. Participam dele, com direito à voz e voto, as/os delegadas/os eleitas/os de acordo com os critérios previamente estabelecidos pelo Conselho de Entidades Estudantis da UNESP e FATEC (CEEUF) constantes no presente regimento. As/os demais estudantes participantes têm direito à voz.
Artigo 2º - O XX CEUF será realizado nos dias 23, 24 e 25 de setembro de 2011 na UNESP de Presidente Prudente, tendo como objetivo central estruturar o Movimento Estudantil na UNESP e FATEC. Os pontos de pauta para o CEUF estarão dispostos na seguinte ordem:
- Projeto de Universidade
- Desvinculo Unesp-Fatec
- Eleição do DCE
- Representação Discente
- Coordenação do Movimento Estudantil
- Opressões;
- Discussão do estatuto do DCE
Capítulo II. DA COMISSÃO ORGANIZADORA
Artigo 3º - A Comissão Organizadora será composta pelas seguintes entidades e estudantes:
DACEL – UNESP Bauru
CAL” – UNESP Rio Preto
CAVJ – UNESP Botucatu
DA “3 de Maio” – UNESP Presidente Prudente
CA de História – UNESP Franca
CA de Arquivologia – UNESP Marília
CAFF – UNESP Araraquara
CAFIL – UNESP Marília
Comissão de Moradia – UNESP Marília
a) A Comissão Organizadora ficará responsável pela organização do blog do XX CEUF para publicação das teses e contribuições enviadas a este Congresso.
Capítulo III. DO CREDENCIAMENTO DE DELEGADAS/OS
Artigo 4º - A Comissão de Credenciamento se responsabilizará pelo credenciamento. É composta pelas seguintes entidades:
DACEL – UNESP Bauru
CAL” – UNESP Rio Preto
CAVJ – UNESP Botucatu
DA “3 de Maio” – UNESP Presidente Prudente
CA de História – UNESP Franca
CA de Arquivologia – UNESP Marília
CAFF – UNESP Araraquara
CAFIL – UNESP Marília
Comissão de Moradia – UNESP Marília
Artigo 5º - As/os delegadas/os e suplentes eleitas/os deverão apresentar para fins de credenciamento:
· Ata de fundação da entidade ou estatuto, ata de eleição ou ata de posse da atual gestão, ou, documento constando os nomes da Comissão Eleitoral (vide artigo 9º)
· Ata de eleição padronizada, fornecida pela Comissão de Credenciamento, devidamente preenchida;
· Documento de identificação oficial com foto;
· Lista de assinatura dos votantes emitida pela seção de graduação e/ou pós-graduação com o cabeçalho constando referência ao “XX Congresso de Estudantes da UNESP e FATEC”, ou caso a seção não imprima lista com cabeçalho, a entidade responsável pelo processo eleitoral fará o cabeçalho e tirará uma cópia para ser utilizada;
· Pagamento da taxa de inscrição de R$ 3,00 (três) no ato do credenciamento.
Artigo 6º - Os horários e locais do credenciamento serão divulgados pela Comissão de Credenciamento, bem como a entrega dos crachás que será pessoal, numerado e intransferível.
Artigo 7º - Qualquer estudante da mesma faculdade pode impetrar recurso junto ao credenciamento por motivo de duplicidade ou falsidade comprovada. Os recursos serão julgados pela comissão de credenciamento e, se não resolvidos, serão levados à plenária final.
Parágrafo único: a Comissão de Sistematização é composta pelas entidades de ambas as comissões formadas acima, sendo de sua
responsabilidade sistematizar as teses recebidas para o Congresso. Fica garantido a representação com pelo menos um membro de cada tese inscrita no
Congresso para que componha a Comissão de Sistematização.
Capítulo IV. DOS PARTICIPANTES
Artigo 8º - O processo de eleição de delegadas/os será realizado pelas entidades de base (Centros e Diretórios Acadêmicos). Sendo que, podem votar e se candidatar todas/os as/os estudantes regularmente matriculados nos cursos de graduação e pós-graduação da UNESP e FATEC.
Artigo 9º - Na inexistência de entidade de base ou caso a mesma se omita, a eleição de delegadas/os, a inscrição e o processo de votação poderão ser executados por uma comissão de 9 (nove) estudantes regularmente matriculadas/os no curso em questão ou na Faculdade de acordo com o critério local adotado, observando as normas constantes desse regimento.
Artigo 10º - Os critérios de eleição de delegadas/os são os seguintes:
· Para cada 5 estudantes presentes, elege-se 1 delegada/o.
· Para a eleição de delegadas/os, poderá ser considerado o conjunto dos cursos existentes na faculdade ou cada curso isoladamente. As habilitações não serão consideradas isoladamente.
Artigo 11º - As/os delegadas/os deverão se inscrever junto a sua entidade ou através da comissão de nove estudantes.
Capítulo V. DOS TRABALHOS DO CONGRESSO
Artigo 12º - O Congresso terá como grade de funcionamento os trabalhos e horários estabelecidos pela Comissão Organizadora que serão divulgados anteriormente através das listas de e-mails das entidades e divulgado no blog do XX CEUF.
Artigo 13º - Os trabalhos do Congresso serão coordenados em suas plenárias pela Comissão Organizadora.
Artigo 14º - Cada grupo de discussão será secretariado por uma/um estudante indicado pela Comissão Organizadora, uma/um estudante indicado pelo próprio grupo e ao menos uma/um representante de cada tese. Os grupos discutirão o ponto da pauta através de inscrições livres das/os delegadas/os e observadores. Todas as propostas deverão ser encaminhadas por escrito as/aos secretárias/os dos grupos, para que estes possam apresentá-las à Comissão de Sistematização.
Artigo 15º - A Plenária Final consistirá em um espaço para a leitura das propostas já debatidas nos grupos, de defesa das mesmas e votação.
Artigo 16º - A sistematização dos trabalhos será executada pela Comissão de Sistematização, composta por todos os membros da Comissão de Credenciamento e de Organização. A Comissão de Sistematização deverá ater-se somente a propostas objetivo-pontuais, não encaminhando à plenária final votações de teses contra teses.
Capítulo VI. DAS DISPOSIÇÕES GERAIS
Artigo 17º - Qualquer estudante tem direito de apresentar recursos quando se sentir prejudicado em quaisquer das etapas do Congresso. Estes deverão ser por escrito e com justificativa, apresentados à Comissão de Credenciamento.
Artigo 18º - As questões omissas ou casos extraordinários relativos ao credenciamento e a sistematização serão resolvidas pelas respectivas comissões.
Artigo 19º - As demais questões omissas deste regimento serão resolvidas pela plenária final.
Artigo 20º - O quorum mínimo de deliberação do Congresso é a presença de delegados de pelo menos 12 das 57 cidades onde há UNESP e/ou FATECs.
Botucatu, 22 de Maio de 2011
Conselho de Entidades Estudantis da UNESP-FATEC
10 de janeiro de 2011
Reitoria da USP demite 271 trabalhadoras/es. A intenção é totalizar 800 nos próximos meses
Moção de Repúdio às 270 demissões na USP
30 ou 35 anos de serviços prestados a uma Instituição, uma situação de saúde que impossibilita o trabalho... Motivos comuns para que a trabalhadora ou o trabalhador se coloquem na fila de espera do pedido de aposentadoria.
Nessa primeira semana do ano de 2011, 270 trabalhadoras e trabalhadores da USP receberam uma triste surpresa ao voltar do feriado. Aposentados ou em vias de se aposentar,
descobriram ao acessar seu holerite por meio eletrônico que suas vidas de trabalho na USP se encerrariam em dois dias: estavam demitidos. Em nota, a Reitoria justifica as demissões nos seguin
tes termos: “para orientar a aposentadoria dos funcionários em regime de CLT, de forma que obtenham os melhores benefícios do INSS e das verbas indenizatórias do processo de desligamento e, também, para permitir a renovação do quadro de funcionários deliberou-se pelo desligamento dos funcionários que tomaram a iniciativa de pedir sua aposentadoria pelo INSS e que não são concursados, bem como aqueles que pediram sua aposentadoria pelo INSS e ingressaram no serviço público após 04.06.1998.”
Alguns questionamentos, entretanto, são fundamentais a tais argumentos. No princípio desta carta, disponível no endereço http://www.usp.br/imprensa/?p=6499, a Reitoria pretende aparentar que toma as demissões como medida educativa para qualquer indivíduo que lá trabalhe e resolva pedir a aposentadoria com antecedência ou que se mantenha no emprego apesar de aposentado, no intuito claro de demonstrar que não existem regras para essa manutenção no emprego, e que a partir dessas demissões as regras estão estabelecidas. Entretanto, não são poucas as regulamentações vigentes sobre esse tipo de trabalho, não estando qualquer demitida/o preso a alguma irregularidade. São simplesmente trabalhadoras e trabalhadores que, vítimas da pegadinha da aposentadoria, notaram que seria totalmente inviável sobreviver apenas do salário de aposentado.
Será que um indivíduo que já trabalhou por mais de 30 anos se submete novamente à toda a lógica do mundo do trabalho – viagens insanas em conduções lotadas, horas em pé, estresse, cobranças – se não precisasse dessa renda? Sabemos também que toda essa lógica maligna expressa na carta da Reitoria busca mascarar uma moralidade do trabalho ausente nos cargos ditos mais “importantes” da universidade: porque o grande aplicador dessa manobra, o Magnífico Reitor Rodas, pode colecionar aposentadorias (já são 3) de valores altíssimos e continuar dando canetadas em sua robusta e bela cadeira de mogno revistida em couro, alocada em um grande e impetuoso gabinete de Reitor?
Nessa justificativa, a Reitoria busca ainda passar uma idéia de renovação desses cargos, da qual não duvidamos. Mas qual será o caráter dessas substituições? Se não existem para hoje concursos abertos para reaver 270 cargos (sabendo que devem ser mais, pois a lista de possíveis demissões chega ao escandaloso número de 800 trabalhadoras e trabalhadores), de onde virá a nova força de trabalho da USP?
Conhecido e respeitado por suas posições confortáveis para a direita (nomeado, inclusive, pelo PSDBista José Serra), o Reitor da USP, João Grandino Rodas, vêm colocando em prática para aumentar seu mérito com esse setor, reformas neoliberais amplas na universidade. Sabemos que, como vêm acontecendo intensamente na USP, na UNESP e em outras públicas, a medida mais aceita para esse setor ao substituir um cargo é torná-lo terceirizado, agradando, por duas vias, os setores mais ricos da sociedade: o terceirizado têm seus direitos de trabalho extremamente reduzidos por não contar com a estabilidade de emprego, que lhe garantiria tempo de contribuição para, inclusive, poder se aposentar. A falta de estabilidade somada à rotatividade típica da terceirização impede uma articulação política questionadora entre as/os trabalhadoras/es, colocando suas vidas em risco com a ameaça de perderem seus empregos. Além disso, entrando nos méritos materiais, a terceirização desloca verba pública, advinda do suor da população para o pagamento dos impostos, para o bolso dos proprietários das empresas de terceirização, que guardam no seu bolso cerca de 50% do valor transmitido à empresa para o pagamento da/o trabalhador/a.
A Reitoria tenta, ainda, florear a triste realidade que se mostra a essas 270 famílias: “Todos nós temos uma resistência natural ao pedido de aposentadoria, no sentido de desligamento do emprego, porque acreditamos que é o final de tudo, quando, na verdade, é o início de um novo ciclo em nossas vidas. Para alguns de nós é a oportunidade de concretizar o sonho de realizar um trabalho mais adequado às nossas capacidades, para outros é a possibilidade de um convívio mais próximo de suas famílias e, para outros ainda, é um momento de redescoberta. De qualquer modo, não é um processo fácil, qualquer transição é processo que nos obriga a sair de uma situação confortável, nem sempre a melhor, para uma situação nova.”
O Sr. Reitor sabe que essa nova situação, para muitas/os dessas trabalhadoras e trabalhadores, é uma situação de miséria? De extrema dificuldade? Esse novo ciclo da vida dessas pessoas vêm submetê-las à condição que temiam ao receber apenas o valor de suas aposentadorias. É papel de todos os setores da universidade compor essa frente, questionando essa estrutura arcaica que permite uma tomada de decisão de apenas um órgão da universidade sobre a precarização de toda ela.
Devemos compreender que um ataque como esse se dá em um momento de conjuntura internacional onde as grandes lutas sociais se dão em torno de ataques à Previdência conjuntos a graves ataques ao funcionalismo público. Frente à crise, os governos tendem a esvaziar os gastos públicos para investir nas Indústrias, evitando a falência dos setores que mais recheiam os bolsos dos parlamentares e que, de fato, governam esses países e o mundo como um todo.
Da mesma forma como nos colocaremos enquanto estudantes, assim como a juventude francesa, grega, inglesa, espanhola e argentina, contra esse intenso ataque às/aos trabalhadoras e trabalhadores da USP, demonstramos nossa imensa disposição em tomar a frente, ao lado dos setores que virão a se colocar em luta contra esses ataques que são, apesar de esparsos, à classe trabalhadora como um todo. Que utilizemos toda a nossa energia de contestação, todos os nossos espaços em entidades e em agrupamentos estudantis – é nosso papel, de toda a juventude, e assim fazemos um amplo chamado, tomar essa luta como nossa, compreender que nenhuma trabalhadora ou trabalhador deve pagar por uma crise que não é sua. Que ninguém deve ser submetido a um regime de terceirização, que infla ainda mais os já abarrotados bolsos dos ricos. Que nenhum reitor, representante da mais conservadora direita do país, deve ter o direito de com uma canetada destruir a vida de 270 famílias, ou 800, como pretende. Essa luta também é nossa, seja como defensores de uma universidade pública, gratuita, para todas e todos e de qualidade, compreendendo dentro disso condições de trabalho dignas, seja como filhas e filhos de trabalhadoras/es, seja como futuros trabalhadoras/es. Não deixemos cair na normalidade ou no esquecimento. Indignar-se sempre, rompendo com os vícios da apatia. É esse nosso papel.
(...) É verdade: eu ainda ganho o bastante para viver.
Mas acreditem: é por acaso.
Nada do que eu faço dá-me o direito de comer quando eu tenho fome.
Por acaso estou sendo poupado (se a minha sorte me deixa estou perdido!).
Dizem-me: come e bebe!
Fica feliz por teres o que tens!
Mas como é que posso comer e beber, se a comida que eu como, eu tiro de quem tem fome?
Se o copo de água que eu bebo, faz falta a quem tem sede?
Mas apesar disso, eu continuo comendo e bebendo.
Aos Que Virão depois de nós, Bertold Brecht
Trabalhadoras e trabalhadores de todo o setor público, privado e terceirizado, estudantes, professoras e professores de dentro e fora das universidades:
Todas e todos juntos no ato de 5ª feira, dia 13, às 12:30h, na luta contra as demissões em massa na USP;
Contra a estrutura de poder nas universidades;
Contra qualquer demissão e qualquer precarização do trabalho: essa crise não é nossa!
10 de Janeiro de 2011,
DCE da UNESP e da FATEC “Helenira Rezende”
9 de janeiro de 2011
DCE “Helenira Rezende” da UNESP/Fatec: chamado ao CONEB e à UNE
Há 16 anos o estado de São Paulo é governado pela corja reacionária do PSDB/DEM e duas décadas estamos prestes a completar como resultado das últimas eleições. Como nossas universidades públicas são dominadas por uma burocracia acadêmica completamente atrelada a essa corja, inclusive tendo seus REItores indicados a dedo pelo governador, o projeto de desmanche privatista dessas universidades avança a largos passos, exatamente conforme os anseios mais neoliberais. Assim vemos avançar a substituição de cursos presenciais por outros à distância e também de funcionários e professores concursados por precarizados temporários e terceirizados. O ano de 2011 mal havia começado quando o atual REItor da USP já mostrou como não dorme em serviço e demitiu logo cerca de 270 trabalhadores.
Essas demissões a reitoria tentou justificar pelo fato de serem aposentados que ainda exerciam sua função, mostrando quanto distante da realidade brasileira estão os que guiam os rumos das universidades, pois não é preciso grande esforço para saber que graças às reformas na previdência levadas adiante por FHC, Lula e agora Dilma, impõe-se aos aposentados (pessoas que já venderam sua mão-de-obra durante toda uma vida) a necessidade de continuarem trabalhando para complementar a sua renda.
Ao dirigirem os principais centros de produção de conhecimento do país ao atendimento dos interesses de grandes empresários, quem sobra e sofre é a população pobre e a classe trabalhadora. Situação trágica que mais uma vez comprova isso é a recente catástrofe no RJ, com mais de 300 mortos por deslizamentos na região serrana. O estado do RJ possui um importante centro de estudos e produção de conhecimento sobre geologia e planejamento urbano, mas que sob o controle de uma burocracia acadêmica atrelada às demandas do mercado nada poderá fazer para prevenir novas mortes na mesma época do ano e pelas mesmas razões já conhecidas.
O governo Lula, bem como sua sucessora Dilma, não se distanciam dessa perspectiva sobre o caráter da produção de conhecimento. Com sua política de favorecimento do setor privado, comprando vagas ociosas na forma de oferta de bolsas (PROUNI), Lula deixava claro quem deve ter acesso aos “centros de excelência” do conhecimento do país (as elitizadas universidades públicas) e o que destinava à juventude trabalhadora – as altas mensalidades das universidades privadas.
Diante desse cenário de demissões e tragédias, resta aos estudantes combativos uma saída independente que aponte a luta por outro modelo de universidade, a serviço e acessível para toda a população pobre, juventude e classe trabalhadora. Acreditamos, apesar de nossas diferenças com a UNE, que essa entidade também é composta por muitos estudantes que concordam com o que estamos dizendo e por isso fazemos esse chamado: que o CONEB e as entidades aqui presentes, inclusive a UNE, votem propostas concretas de solidariedade às vítimas da catástrofe no RJ e que também manifestem seu repúdio às demissões na USP!
Nós, membros do DCE “Helenira Rezende” da Unesp votamos em nosso último congresso a construção da Anel (Assembléia Nacional dos Estudantes – Livre) como ferramenta de organização nacional dos estudantes combativos e é com essa perspectiva que hoje também nos colocamos a tarefa de construção do 1º Congresso dessa entidade, ainda neste primeiro semestre.
Por uma educação pública gratuita, de qualidade, à serviço da classe trabalhadora e da população pobre!
Total solidariedade às vítimas da catástrofe no Rio de Janeiro: que este fórum organize estudantes em ação direta para ajudar os moradores!
Contra as demissões na USP: que o CONEB, as entidade presentes e a UNE se manifestem em defesa dos trabalhadores!
Diretório Central dos Estudantes da Unesp/Fatec “Helenira Rezende”
11 de dezembro de 2010
Mais de 1000 pessoas participam do I Festival Interunesp Contra as Opressões numa resposta ao “rodeio das gordas” e à política repressiva da reitoria
Batalharemos para que seja o primeiro de muitos. Somos por uma universidade acessível a toda população e que coloque seu conhecimento a serviço do fim das opressões e explorações, inclusive em sua estrutura e ambiente.
Além dos estudantes do próprio campus de Marília, participaram outros dos campus de Rio Preto, Araraquara, Ourinhos, Botucatu, Franca, Assis, Rio Claro, além de estudantes da USP, com uma destacada delegação de estudantes do CRUSP que estão por moradia, contra a expulsão dos estudantes que Rodas está ameaçando e denunciando a omissão de socorro da reitoria ao estudante Samuel de Souza que morreu na universidade. Também vieram estudantes da UNICAMP e da Fundação Sto André, onde o Diretório Acadêmico (DAFafil) e alguns estudantes estão sendo punidos por lutarem pela redução das enormes mensalidades e em defesa dos que não possuem condições de pagá-las. Estiveram presentes também uma delegação da Chapa 1 do Sintusp, que venceu as eleições desse combativo e aliado Sindicato com 76% dos votos. Como a direção da faculdade não liberou o espaço das salas de aula para as pessoas se alojarem, barracas foram montadas nos gramados. Estudantes e jovens da cidade de Marília, que em sua imensa maioria são impossibilitados de estudarem na UNESP como reflexo do elitismo do vestibular, e também não frequentam os espaços da universidade pública, que cada vez mais se fecha para a comunidade, também compareceram em número significativo. Nos dois dias de festival, circularam mais de 1000 pessoas nas atividades, o que mostra a profundidade da indignação das pessoas e o profundo êxito da atividade político-cultural impulsionada pelo DCE.
À reitoria e aos demais setores que conservam a opressão na universidade e na sociedade em geral deixamos bem claro que não nos calaremos diante de suas ameaças. Esse festival, que foi organizado em pouco mais de duas semanas de forma independente pelos estudantes e que acabou sem qualquer incidente ou depredação da faculdade rebatendo as críticas preconceituosas neste sentido, mostra que estamos dispostos a ir até o final para que casos como o do “rodeio das gordas” não aconteçam de novo e para que as dezenas de agressores sejam punidos. No campo adversário dos direitos democráticos dos oprimidos estão também setores da mídia como é o caso do Nesse sentido, rechaçamos o conteúdo discriminatório do jornal Correio Mariliense que no domingo, 05 de dezembro, publicou matéria com o título “UNESP de Marília vira ‘terra de ninguém’ em festival proibido” (http://www.correiomariliense.com.br/materia.php?materia=9348 e http://www.correiomariliense.com.br/materia.php?materia=9384) com conteúdo que prepara a opinião pública e praticamente convoca a direção do campus para punir os estudantes responsáveis.
A abertura do Festival aconteceu no fim da tarde de sexta-feira com a apresentação, pela companhia Mobiles de teatro, da peça Brutas Flores no saguão do prédio de aulas, relatando a opressão cotidiana que sofrem as mulheres.

Em seguida, a relação da arte com a política, e o papel que o artista pode cumprir, tanto na sociedade em geral, como no movimento estudantil, foram tratados em debate organizado no Diretório Acadêmico.
Durante toda à noite de sexta-feira, já circularam mais de 500 pessoas, e tocaram várias bandas com distintos estilos musicais se apresentaram até de manhã no palco principal montado na quadra da faculdade. As fotos de Felipe Selles mostram bem o clima do festival:








O debate, além de aprofundar a análise sobre as distintas formas em que se reproduzem as opressões, contextualizou o tema frente a conjuntura nacional na qual percebemos o ressurgir dos setores mais conservadores e preconceituosos da sociedade estimulados pelo papel reacionário de Dilma e Serra que durante as eleições disputaram quem atacaria mais os direitos democráticos das mulheres e dos homossexuais, avançando no atrelamento do Estado com a Igreja, na criminalização do aborto e no combate ao casamento igualitário. Latuff, morador e ativista do Rio de Janeiro, trouxe para o debate o relato sobre a ocupação policial e militar nos morros e favelas cariocas, denunciando a violência com que a população vem sendo tratad
a, a relação umbilical do Estado e da Policia com o tráfico de drogas e armas e o papel criminoso que cumpre a grande mídia em legitimar a ação assassina das forças de repressão. Saímos do debate com a importante tarefa de reforçar a luta pela ampliação dos diretos democráticos dos oprimidos e o embate decisivo com os setores conservadores que começam a se organizar.Depois disso, as bandas voltaram a se apresentar no palco enquanto eram realizadas oficinas e Latuff e outros artistas deixavam suas marcas de protesto em algumas das paredes da faculdade. Sobre o festival, Latuff declarou, entre outras coisas, que: “Como erva daninha brotando nas calçadas, ressurge a violência reacionária, contra seguimentos da sociedade e do movimento social. A mídia pr
esta valioso serviço ao Estado, glorificando a repressão, seja através do cinema ou de programas sensacionalistas na TV. Nestes tempos de retrocesso, de situações que pensávamos já superadas, é preciso uma resposta firme e organizada, como esta promovida pelos estudantes da UNESP de Marília, uma resposta militante não só ao infame "Rodeio das Gordas" como também ao autoritarismo daquela reitoria.” Apesar dos limites impostos pela falta de tempo e pela postura proibitiva da direção da universidade, o festival conseguiu atingir seu objetivo. Que era, primeiro, o de repudiar o “rodeio das gordas” e o projeto de universidade que cria as condições para que casos de agressão como esses aconteçam cotidianamente. Segundo, o de permitir que o que ocorreu não seja esquecido, dando continuidade à campanha contra o machismo, a homofobia, o racismo e todas as formas de opressão. E também mostrar que o movimento estudantil pode construir ambientes de socabilidade e de confraternização que procuram ser livre de preconceitos, diferente do que são as festas universitárias em geral. Além do mais, possibilitar à população e à comunidade acadêmica a liberdade de utilização dos espaços públicos da universidade. Este festival foi também um grande grito contra todas as formas de opressão que vem se expressando pelo país com uma onda de ataques homofóbicos, racistas e machistas.
Sabemos que na luta contra a opressão teremos que nos enfrentar com os setores mais conservadores da sociedade que legitimam relações sociais que queremos desconstruir. E, infelizmente, cada vez temos mais clareza de que a reitoria da Unesp, apesar de tentar dizer o contrário, se encontra nesse campo adversário. Primeiro foi a tentativa de intimidar a atual gestão do DCE com uma notificação em que ameaçava “punir nos termos da lei” alguns membros porque denunciávamos na declaração do DCE em repúdio ao “rodeio das gordas” a conivência das direções e reitorias da UNESP pelos vários casos de opressão que, voltamos a repetir, fazem parte do cotidiano de nossas universidades. O descaso e o boicote em relação à organização do Festival também evidenciam isso. Diversas vezes procuramos as diretorias de cada campus e a reitoria para pedirmos que no mínimo nos auxiliassem no transporte das centenas de estudantes que se interessaram em ir para o festival.
de não liberarem nenhuma ajuda neste sentido, nos responderam com ameaças constantes de punição caso levássemos a organização do evento até o fim (leia nota do DCE no blog: http://dceunespfatec.blogspot.com/2010/12/nota-do-dce-daunesp-fatec-imprensa.html). A Reitoria chegou ao absurdo de mentir para a imprensa dizendo no sábado pela manhã que o festival não tinha acontecido e que as portas do campus de Marília estariam fechadas (http://www1.folha.uol.com.br/saber/840804-acesso-ao-campus-de-marilia-da-unesp-estara-fechado-neste-fim-de-semanadiz-reitoria.shtml), quando na verdade só na sexta-feira mais de 500 pessoas participaram do festival. Enquanto isso, o reitor Herman e seus assessores se negam a averiguar até o final as agressões e a punir os mais de 50 agressores do INTERUNESP.
Apenas um processo administrativo foi aberto apenas no campus de Assis contra dois agressores e as informações sobre o andamento do processo - cujos depoimentos sequer são divulgados - é de que ele terá fim no dia 27 de dezembro, momento propício para que tudo acabe em pizza.
Sabemos que, por outro lado, não faltam medidas punitivas e repressivas a todos aqueles que se colocam contra esse projeto opressor elitista de universidade, como os 20 processos de expulsão à estudantes da USP, 16 contra os estudantes da moradia retomada e
4 contra estudantes que participaram das lutas contra os decretos de José Serra em 2007. Da mesma forma se deram recentemente sindicâncias a estudantes da Unesp de Bauru e da UNICAMP, além de demissões de funcionários e sindicalistas, como do Fred em Franca e do Brandão do Sintusp. Ou seja, trata-se de uma política repressiva das reitorias das três universidades estaduais paulistas, sob jugo e acordo do mesmo governo estadual e do mesmo projeto de educação, fator comprovado quando analisamos a seqüência com a qual os ataques à educação pública acontecem nas 3 estaduais. Portanto, se de um lado o que vemos é conivência das reitorias a agressores do “rodeio das gordas”, aos homofóbicos e aos machistas, do outro é repressão imediata aos que lutam por uma universidade aberta ao conjunto da população, de qualidade e realmente democrática.Vemos como tarefa fundamental para o movimento estudantil da UNESP, em especial do próprio DCE (Diretório Central dos Estudantes) - que a partir do festival dá passos importantes em demonstrar sua capacidade política real e de mobilização - organizar uma ampla e combativa Calourada Unificada, como maneira de seguirmos nossa luta pela transformação real da universidade e contra qualquer manifestação de opressão dentro ou fora das universidades - como os novos casos de agressão a homossexuais na Avenida Paulista que ocorreram no domingo à noite e aos quais manifestamos nosso completo repúdio.
Chamamos todas as entidades do movimento estudantil combativo, em primeiro lugar a ANEL da qual fazemos parte, a impulsionar calouradas com este conteúdo questionador dos trotes e do vestibular, fortalecendo a luta contra a opressão a partir do movimento estudantil, que foi a tarefa que nos demos com essa campanha contra o “rodeio das gordas” e com o festival. Para o movimento estudantil da Unesp, acreditamos que foi mais um importante passo no sentido de forjar uma nova tradição no movimento estudantil, que seja não somente combativo, próoperário e anti-burocrático, mas também contra a opressão dentro e fora da universidade.
E é dentro dessa perspectiva que reivindicamos o apoio de diversos sindicatos, organizações e entidades estudantis à realização desse Festival, como foi o caso da ADUNESP Central, ADUNESP de Marília, LER-QI, APROPUC, DA da Fafil FSA, SINTUSP, Sindicato dos Metroviários, Sindicato dos Químicos de Marília, CEUPES, Apeoesp de Marília, entre outros, assim como o apoio financeiro de dezenas de professores de Rio Preto, Rio Claro e Franca por meio de doações. Esse festival só foi possível devido a união do movimento estudantil, destas organizações e de todos os setores que divulgaram e apoiaram por meio de moções e ações a sua realização. O seu sucesso é a demonstração de como podemos combater os projetos privatistas, elitistas, repressivos e opressores das reitorias e do governo do Estado com a construção de um novo movimento estudantil que, junto dos trabalhadores, professores e intelectuais, impulsione uma ampla campanha democrática por um novo projeto de universidade, não elitista, não racista, realmente democrático e aberto a toda a população. Por fim, queremos dar uma saudação especial a todos os estudantes que estiveram presentes, e todos aqueles que apoiaram nossa iniciativa mas não puderam estar presentes, a junto conosco construir um festival ainda maior e mais forte no próximo ano, trazendo a arte cada vez mais próxima na luta para fortalecer um amplo movimento democrático contra a opressão dentro e fora da universidade, uma luta ligada ao questionamento do projeto de universidade que vem sendo implementado e contra a repressão aos que lutam.
9 de dezembro de 2010
ATO DAS UNIVERSIDADES EM LUTA!
CONTRA OPRESSÕES E REPRESSÃO DENTRO E FORA DA UNIVERSIDADE!Gênero, étnica, social, liberdade de expressão
PELO FIM DO VESTIBULAR E POR EFETIVAS POLÍTICAS DE PERMANÊNCIA ESTUDANTIL!CONTRA A MERCANTILIZAÇÃO DA EDUCAÇÃO!CONTRA A TERCEIRIZAÇÃO: Pela incorporação imediata dos terceirizados!QUE A JUVENTUDE E A CLASSE TRABALHADORA NÃO PAGUEM PELA CRISE!
CONTRA AS OPRESSÕES às mulheres, aos negros, aos homossexuais, aos nordestinos, aos desfavorecidos economicamente, e a todos aqueles que são submetidos a ondas de desrespeito, de qualquer ordem. Mesmo nas Universidades, os “centros do saber”, a ignorância, o preconceito e a discriminação compõem ondas de violência; basta observarmos o fatídico evento chamado “rodeio das gordas”, em que estudantes eram humilhadas e agredidas por outros estudantes. Diante dos casos de agressão física e moral à homossexuais em festas na USP e UNESP e, também, em plena Avenida Paulista, a direção do Mackenkie declara seu apoio à continuidade da barbárie colocando-se contra a criminalização da homofobia. Igualmente, elementos dos setores mais reacionários da sociedade, fortalecidos, continuam garantindo os índices de dezenas de negros, mulheres e homossexuais mortos todos os dias no Brasil. Não aceitaremos calados tamanhos absurdos! Expressamos nosso total repúdio aos agentes de opressão. Assim sendo, lutaremos ao lado e pela organização desses setores, historicamente oprimidos e inferiorizados. FIM DAS OPRESSÕES! PELA IGUALDADE E O RESPEITO!
CONTRA A REPRESSÃO política e de toda a ordem. Sabemos que a repressão não é um fim em si: Ela está a serviço de um objetivo; é um meio. Historicamente, o Estado brasileiro - a serviço dos mais ricos - e seus agentes nos governos, nas Reitorias, nas periferias, etc., sempre se utilizaram da repressão como um “meio”, para tentar suprimir os gritos de rebeldia daqueles mais explorados pelo sistema de servidão que se perpetua. Hoje, na USP, 21 estudantes, que ocuparam um espaço, buscando moradia, e ocuparam a Reitoria, em 2007, buscando autonomia e uma USP mais PÚBLICA e menos PRIVADA, estão sendo acusados e condenados, sob um decreto da ditadura (1971), por um só crime: QUESTIONAR. No mesmo sentido repressor, vemos Alckmin criar uma delegacia que trata dos “crimes contra a organização do trabalho”- ou algo assim-, a qual, hoje, processa criminalmente muitos dos diretores do sindicato de trabalhadores da USP, os quais, historicamente, lutaram para que o vestibular acabasse, e o povo tivesse acesso à educação. Isso sem falar no ataque ao direito de greve que, no primeiro semestre, com greve na USP, expressou-se na tentativa de corte de salário de 1000 trabalhadores. E ainda há o núcleo de consciência negra que existe há 23 anos na USP e corre o risco de ser demolido e perder seu espaço físico. Na Unicamp, o IFCHSTOCK, festival de caráter político-cultural, é barrado, bem como toda e qualquer manifestação artística, por via da força policial. Na UNIFESP, vimos a truculência da repressão em Guarulhos e da PM no Ato realizado em frente à Reitoria: Reivindicávamos condições dignas na Universidade e, numa tentativa pacífica de diálogo coletivo com o Reitor, ganhamos spray de pimenta e cassetetes. Nos atos da Unesp contra a opressão, a reitoria achou por bem “garantir” nossa segurança com a tropa de choque. Houve também as ocupações da tropa de choque na PUC e Fundação Santo André, há algum tempo. Isso não acontece somente nas Universidades, das quais a maioria da população trabalhadora está de fora: Sabemos qual é o tipo de atenção e relevância dada aos moradores de rua, às periferias, professores em greve, para o povo pobre e a classe trabalhadora. Um exemplo disso é o que se passa, hoje, no RIO. Policiais militares INVADEM o Complexo do Alemão - assim como militares tomam o Haiti -, com a “autoridade” de invadir a casa, reprimir, assaltar, além de estuprar mulheres, até matar quem quer que seja considerado um suspeito criminoso, fazendo com que abusos à população sejam práticas recorrentes da polícia e exército. Também, numerosos são os relatos de violência contra os trabalhadores, e 50 mortes já são confirmadas. A repressão se liga às opressões de maneira gritante; vemos que os que mais sofrem com ela são os negros e as mulheres, maioria da população. PELO FIM DOS PROCESSOS A ESTUDANTES E TRABALHADORES, AÇÕES ESTAS QUE VISAM A NOS CALAR. PELO FIM DA REPRESSÃO POLÍTICA, RACISTA E DE TODA ORDEM!
PELO FIM DO VESTIBULAR E POR EFETIVAS POLÍTICAS DE PERMANÊNCIA ESTUDANTIL, O vestibular é um filtro social. Sabemos que, com pouquíssimas exceções, os que conquistam uma vaga na universidade pública são os que tiveram a possibilidade de não trabalhar, cursar um ensino médio pago e fazer cursinho pré-vestibular, enquanto aos filhos da classe trabalhadora, que não tem acesso a um ensino básico de qualidade, lhes resta pagar uma universidade particular, quando conseguem. Não podemos aceitar que a prioridade do Estado seja outra que não a de garantir os direitos mais básicos da população; a educação é um deles e deve estar disponível a todos. A classe trabalhadora merece ter-se livre de ver seus filhos submetidos à exclusão proveniente do não-acesso à formação de nível superior. Mais importante: O acesso ao conhecimento é ferramenta a ser usada para que a sociedade use a favor das mudanças às quais almeja. Igualmente, precisamos reivindicar as condições para o estudo. Nossa sociedade é desigual e a maioria da população, sem auxílio, não teria como cursar uma Universidade. Na UNIFESP, por exemplo, há falta de moradia, restaurante universitário, de bolsas auxílio. A falta de permanência estudantil atravessa Universidades públicas de todo o País. Estabelece-se, então, um segundo Filtro: O dos que conseguem se manter nas universidades comprando livros, materiais, transporte, moradia, refeição. Sendo assim, a Universidade deve oferecer condições de ingresso no ensino superior pela via das ações afirmativas de cunho étnico-racial com recorte social, de modo a diminuir a exclusão social existente hoje no sistema de ensino superior e rumar para a extinção do vestibular. Só assim poderemos dar passos concretos na transformação do papel da educação.
CONTRA A MERCANTILIZAÇÃO DA EDUCAÇÃO; A educação é um direito básico, entretanto, os grandes empresários e os governos, a serviço do projeto burguês de educação, insistem em tentar transformá-la numa Mercadoria. Isso é claro quando vemos o número de faculdades privadas e o número de públicas. A transformação dos direitos básicos em mercadoria faz com que grande parte da população não tenha a possibilidade de obtê-la, e garante que apenas os mais abastados tenham acesso pleno a tais recursos. Ela também garante um maior lucro aos empresários por via das pesquisas e mensalidades. O Objetivo não é, então, a educação, mas sim o lucro. A contradição é que todos pagam impostos, sobretudo, os mais pobres, e somente os mais ricos têm pleno acesso e se beneficiam do conhecimento produzido. Assim, a produção intelectual não cumpre uma função social efetiva. Temos de lutar pela gratuidade e pelo caráter público do acesso à educação. PELO FIM DA MERCANTILIZAÇÃO DOS DIREITOS SOCIAIS. EDUCAÇÃO, SAÚDE, MORADIA e TRANSPORTE GRATUITO PARA TODOS!
PELO FIM DA TERCEIRIZAÇÃO e pela efetivação dos terceirizados; A terceirização tem-se demonstrado um dos principais ataques aos trabalhadores nestas últimas décadas e uma dos meios utilizados para o sucateamento da universidade, já que se observa uma alta rotatividade dentre os trabalhadores terceirizados e a divisão destes enfraquecendo sua luta. Ela oprime, divide, explora e escraviza. Comuns são os casos de trabalhadores com jornadas de trabalhos de mais de 8 horas- não recebem sequer hora-extra-, recebendo um salário miserável, às vezes nem 1 mínimo, com direitos trabalhistas quase inexistentes e com a possibilidade de organização política fortemente reprimida. É também a concretização da máxima: “Dividir e conquistar”, já que os efetivos estão e se veem separados dos terceirizados. Essa é uma forma de garantir lucros para os empresários às custas dos mais pobres. Lutemos para barrar tal ofensiva e, como mínimo, incorporar os terceirizados precários aos quadros de funcionários efetivos, com direitos garantidos.
QUE A JUVENTUDE E A CLASSE TRABALHADORA NÃO PAGUEM PELA CRISE: A Crise Mundial iniciada em 2008, com a quebra dos bancos nos EUA, agrava-se ainda em todo o mundo, sobretudo na Europa. Os Estados, endividados devido ao salvamento das grandes empresas, buscam recompor as finanças às custas dos direitos dos trabalhadores. Aposentadoria, educação, saúde, moradia: Tudo isto está sendo submetido, como vemos na Grécia, Inglaterra, Espanha, Itália, etc. O desemprego aumenta. Ao mesmo tempo, Dilma já diz que irá realizar uma reforma da previdência e cortes de gastos públicos no ano que vem. A crise se aproxima; sigamos o exemplo dos estudantes e trabalhadores da Europa. Digamos NÃO e lutemos até o fim por nossos direitos; e mais: Que os capitalistas paguem a crise! Precisamos construir uma nova tradição de luta no movimento estudantil, aliando-nos aos trabalhadores e tomando as ruas em todo o País. Esse é um passo inicial. SIGAMOS!
A concentração será no vão do MASP, dia 10/12/2010, a partir das 17h. Seguiremos às 18h, na Avenida Paulista.
Você que estiver na cidade de São Paulo neste dia, não deixe de comparecer e ajudar na construção deste ato!
Mais informações sobre o ato (e transporte para as pessoas do interior): dceunespfatec@gmail.com
1 de dezembro de 2010
26 de novembro de 2010
PROGRAMAÇÃO
3 DE DEZEMBRO – I FESTIVAL INTERUNESP CONTRA AS OPRESSÕES
17H – SHOW: DESCASCANDO CEBOLA – Marília – SP (Chorinho)
TEATRO: Cia Mobiles (Peça; Brutas Flores)
19H30 - MESA REDONDA: “Machismo, racismo e homofobia nas universidades. brasileiras” – representantes dos movimentos negro, feministas e LGBTT.
SHOW: YODO – Assis – SP (Rock and Roll)
SHOW: Fuá de Fulo (Forró) – Marilia - SP
SHOW: PODEROSO CHEFÃO – Marília – SP (Rock And Roll)
SHOW – PARTIDO DOS POETAS POBRES – Marilia (Indie Rock)
4 DE DEZEMBRO - I FESTIVAL INTERUNESP CONTRA AS OPRESSÕES
13H – Tamires (Dança Afro), Oficina de Práticas Circenses, Oficina de Yoga Sat Sung, Latuff (Cartunista e Ativista), Graffite, Bateria Resistencia
PALCO
14h - DEBATE: Arte e Política: Fábio e Santiago “Luizito”
DAS 16H EM DIANTE, SHOWS:
Alunte (Mpb) – Marilia - SP
Moradas Band (Rock - Moradia)
VINDOS DA MATA – Batatais – SP (Reggae)
KATAVENTO- São Paulo – SP (Reggae)
Neto, Jhonny, Afrorima (HIP HOP)
PROJETO PAIERO – Franca – SP (Indie Rock)
MR.LÚDICO – São Paulo – SP (Folk Rock)
Bruno Bock (Experimental)
JAMES RICOTSKY E THE ORIGINAL DANCERS – São Paulo (Experimental)
OS RÉLPIS – Araraquara – SP (Psicodélico)
25 de novembro de 2010
Nota do DCE da Unesp – Fatec à imprensa, comunidade universitária e à sociedade
Reitoria da Unesp tenta impedir o “I Festival Interunesp Contra as Opressões” e ameaça o movimento estudantil com punições, enquanto os agressores do “rodeio das gordas” seguem impunes!
Como é de conhecimento público, nosso DCE vem impulsionando uma ampla campanha contra o “rodeio das gordas”, ligada à luta contra a opressão e ao projeto de universidade mercantilizado que forma este tipo de “estudante”.
A poucos dias da denúncia da ação execrável intitulada “rodeio das gordas”, o DCE veio a denunciar em sua declaração pública (Leia completa: http://dceunespfatec.blogspot.com/2010/11/declaracao-do-dce-da-unesp-fatec-sobre_04.html) que “a reitoria deixa um posicionamento vago quanto à punição aos estudantes que cometeram a violência, tentando se isentar em base nos procedimentos burocráticos aos quais o caso deve ser submetido. O que não vem a público é que a punição aos movimentos em defesa da universidade pública e democrática é imediata e voraz”.
Desde então, os fatos vêm comprovando de maneira enfática tal afirmação. Sabemos que estudantes agredid@s não aparecem mais na Unesp devido à humilhação que sofreram e que há casos em que as vítimas são diretamente punidas no final do processo. No caso do "rodeio das gordas", vemos que e a principal preocupação da reitoria vem sendo declaradamente a “imagem” da Unesp, a “necessidade da defesa” por parte dos agressores e a intimidação/retaliação aos que estão denunciando o “rodeio das gordas”: o movimento estudantil.
A única ação que a reitoria teve foi a criação de uma comissão de sindicância, da qual a única notícia que se tem é que colheu depoimento de 2 estudantes de Assis(mais de 50 participaram do "rodeio" e segundo alguns relatos eram 80). A reitoria ainda não tornou público esses depoimentos e anunciou que o resultado do “trabalho” dessa comissão será divulgado somente no dia 28 de dezembro, ou seja, a melhor data para tudo literalmente “acabar em pizza”.
Enquanto isso, é notável como a reitoria está ativa contra o movimento estudantil, iniciando uma verdadeira “caça às bruxas”. Em primeiro lugar, quis desmarcar a reunião de negociação que estava agendada para o dia 17/11. Após a nossa insistência em sua manutenção, tentaram proibir que exercêssemos nosso direito democrático de nos manifestarmos em frente à reitoria.
Nessa reunião, que afinal aconteceu, o nosso primeiro ponto de pauta era: “1 - Frente ao posicionamento da reitoria – que se coloca contra o caso de assédio e agressão contra as mulheres ocorrido nos “Jogos INTERUNESP 2010” – exigimos que, assim como fez nos “Jogos”, a reitoria da UNESP banque pelas Unidades o transporte dos estudantes interessados em participar do “Festival-ato INTERUNESP contra a opressão” que será realizado no campus de Marília nos dias 03 e 04 de dezembro”. Com a discussão, a reitoria se comprometeu a emitir um comunicado às diretorias de cada uma das unidades da Unesp recomendando que cedessem o transporte necessário para levar os estudantes dos campi à Marília. Esta foi a única “concessão” da reunião, onde primou a intransigência total frente a todas as nossas demandas.
Para isso, a reitoria solicitou o envio da programação do festival, que foi devidamente protocolada na data acordada. No entanto, depois do cumprimento por parte do movimento estudantil de todas as exigências feitas pela reitoria, com inclusive pronunciamentos de representantes da mesma de que poderíamos ficar tranqüilos em relação ao transporte e ao espaço da Unesp Marília, a reitoria mudou completamente sua linha, de um dia para o outro. Criou uma nova “exigência”, que seria protocolar o projeto na diretoria de Marília (onde também estava tudo acordado previamente com a diretoria em base a uma série de reuniões, tendo esta também manifestado seu apoio à iniciativa), porém, desta vez com um prazo que já estaria esgotado! Fazendo exatamente o contrário do que havia se comprometido numa reunião (17/11), que está gravada (inclusive, até agora não nos foi disponibilizada a gravação, conforme haviam se comprometido, pelo envio de cópias via malote aos representantes do DCE), a reitoria emitiu um comunicado a todas as diretorias orientando a não concessão dos ônibus aos estudantes, fazendo retroceder em casos como o de Botucatu, onde o diretor já sinalizava positivamente no auxílio do transporte.
Mas o mais absurdo é que desde que começamos uma campanha em toda a Unesp contra o “rodeio das gordas”, começou uma escalada de ameaças, intimidações e retaliações contra o movimento estudantil. Em primeiro lugar, poucos dias após a reunião de 17/11, a reitoria emitiu uma notificação em nome do seu procurador, exigindo explicações sobre a declaração do DCE frente ao “rodeio das gordas”, com a ameaça descarada de punição aos estudantes “nos termos previstos em lei e nos regimentos da universidade”.
A declaração que a reitoria diz lhe causar perplexidade, é a mesma que diz que “é importante destacar que esta burocracia acadêmica, que sempre nega qualquer auxílio de transporte para as atividades do movimento estudantil, financiou com a maior tranqüilidade vários ônibus para o Interunesp neste ano, mesmo tendo conhecimento que este espaço legitima a opressão”. Uma vez mais, estávamos corretos. A reitoria está nos ameaçando por vinculá-la aos “Jogos Interunesp”, como se estivéssemos cometendo um crime, mas basta qualquer pessoa comum acessar o site da UNESP (www.unesp.br) e pesquisar a palavra "INTERUNESP" na caixa de texto "buscar no site", para ter acesso a uma lista de notícias, entre as quais pode-se ler "Organizado pelas associações Atléticas de cada campus participante, o evento contou não só com recursos fornecidos pela Reitoria da UNESP, mas também com a colaboração das Prefeituras dos dois municípios sedes.", numa matéria sobre a edição de 2003 do evento; ou, senão, a Reitoria comemorando o primeiro INTERUNESP com a chamada "Semente da integração começa a germinar"; ou ainda o ex-reitor Macari, do qualHerman Jacobus Cornelis Voorwald (atual reitor) era vice, dizendo que gostaria de incluir outras modalidades no INTERUNESP, que, inclusive, em alguns campi, as Comissões de Esporte, instâncias de gestão da universidade, tem como tarefa estatutária organizar!
Viemos através desta denunciar frente a imprensa, a comunidade universitária e a sociedade esta política da reitoria da Unesp que, como dissemos e se comprova a cada dia: é conivente com os agressores do “rodeio das gordas” e segue a mesma cartilha do Conselho de Reitores das Universidades Estaduais Paulistas na hora de reprimir.
Isso se comprova ao observarmos que neste momento, a reitoria da USP está ameaçando de expulsão 21 estudantes, em base a um decreto da ditadura militar, além de aprofundar cada vez mais a repressão ao Sintusp. Para eles, não bastou manchar a história da universidade com a invasão da PM em 2009 na USP, assim como em 2007 na Unesp-Araraquara. Contra essa ofensiva que relembra os tempos da ditadura, no último dia 30/11 realizou-se um ato contra a repressão naquela universidade, com centenas de pessoas e com o apoio de professores como Marilena Chauí, Chico de Oliveira e a presença de Paulo Arantes, Jorge Luiz Souto Maior, Marcus Orione, Otaviano Helene, Álvaro Bianchi, Antônio Carlos Mazzeo e vários outros. É apenas mais uma demonstração que o movimento não vai se intimidar frente à repressão para impor um projeto ainda mais elitista de universidade. Nosso DCE esteve presente neste ato e além colocarmos todas as nossas forças à disposição deste que estão sendo ameaçados pela reitoria da USP, também recebemos várias declarações de apoio ao nosso festival por parte de importantes intelectuais e entidades ali presentes (ver no blog do DCE), que se somam às declarações contra o “rodeio das gordas” e da Ordem dos Advogados do Brasil, das Católicas Pelo Direito de Decidir, da Associação de Professores da PUC, do Sintusp, da Adunesp e diversas outras.
À reitoria da Unesp dizemos: vamos realizar o I Festival Inteunesp Contra as Opressões (ver programação no blog)! Qualquer repressão será de responsabilidade da reitoria e será nada mais do que uma comprovação do que dizemos: é conivente com os agressores e persegue os que lutam contra! Não vamos nos intimidar frente às ameaças, pois a necessidade de lutar contra esta aberração que ocorreu na universidade é para nós um princípio, mesmo que para vocês não seja. Chamamos a todos novamente a participarem e apoiarem o nosso festival e campanha.
Pela punição exemplar das dezenas de agressores do “rodeio das gordas”!
Abaixo a repressão!
Todos ao I Festival Contra as Opressões! Neste final de semana (dias 3 e 4 de dezembro), em Marília!

